MARTA

MARTA
O ADEUS PRECOCE DA MINHA ESTRELA MAIOR

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ESCOLA DA PAIÃ

MARTA 1ª DA DIREITA

ALMOÇO COM COLEGAS DA PAIÃ


VISITA DE ESTUDO DA ESCOLA DA PAIÃ

Marta ao centro, vestida de branco com óculos

COLEGAS DA MARTA NA ESCOLA DA PAIÃ


ESCOLA DA PAIÃ

Na aula de poda,  Marta de costas à direita

ESCOLA DA PAIÃ MARTA 2ª A CONTAR

MARTA  1ª fila, 2ª da esquerda camisa branca e óculos

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O PROJECTO INCUMPRIDO



Risoleta Pinto Pedro

2000-09-02

 Ainda que seja ela a dadora de sentido para a vida, ela é sempre terrível.
Falo dessa outra,  a inominável, essa a que nos acostumámos (ter-nos-emos acostumado?) a chamar morte.
Mais terrível ainda aos vinte anos. Mais terrível para os que ficam.
Insuportável para as mães.
Um vazio nos braços e na alma.
Que fazer doravante com estes braços, com estas mãos? Com esta alma?
Que escultor me ensina a dar forma ao vazio?
Com se relaciona a mãe com o tecido da ausência?
Com a loucura, as pílulas coloridas, o olhar vago?
Há quem se escravize, há quem se liberte.

Há quem, depois de ter ido ao fundo, com um pouco de sorte ou da compreensão (empurrão?) de um anjo, surja uma bela manhã boiando ao cimo da água. Viva. De alma lavada e decisão tomada: dar forma ao vazio. Há quem o faça com barro, com tinta, linha, tecidos, diversos materiais. Há quem o faça com fotos e recordações. O que é legítimo. A natureza tem horror ao vazio e é legítimo estar vivo.