MARTA

MARTA
O ADEUS PRECOCE DA MINHA ESTRELA MAIOR

sábado, 24 de janeiro de 2015

MARTA MAIS UM ANO SEM TI.
Não fique no meu túmulo a chorar,
Eu não estou lá; Eu não durmo.
Eu sou mil ventos que sopram,
Eu sou o diamante que brilha na neve,
Eu sou a luz do sol em grãos maduros,
Eu sou a suave chuva de outono.
Eu sou o acordar nas manhãs silenciosas
Eu sou o silêncio dos pássaros em voo circular.
Eu sou as macias estrelas que brilham na noite.
Não fique no meu túmulo a chorar,
Eu não estou lá; Eu não morri.
MUITAS SAUDADES MÃE ZUZU
"Do Not Stand at My Grave and Weep" is a poem written in 1932 by Mary Elizabeth Frye. Although the origin of the poem was disputed until later in her life, Mary Frye's authorship was confirmed in 1998 after resea "
Katherine Jenkins, OBE (born 29 June 1980) is a Welsh lyric mezzo-soprano, singer and songwriter. She is a popularclassical-crossover singer[1][2] who performs across a spectrum of operatic arias, popular songs, musical theatre and hymns.[3]

https://www.youtube.com/watch?v=sCgigJ0nzbw

dia 21 de janeiro de 2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

POEMA

Não me procures mais no cemitério
Onde depositaste o meu corpo
Isso seria um vitupério 
Pois se o cadáver ficou torpo
Eu, o teu filho, irmão, amigo…
Ficarei no viver do teu dia
Em que quiseres estar comigo
Desfrutando só, da alegria
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Como te despenteia o vento
No seu tresloucado corrupio
Assim, farei ao teu pensamento,
Para que, em suave delírio
Ele te usurpe a tristeza
Deposite, em ti, a pujança 
Daquela vontade de vencer
E de manter a chama acesa
A tal luzinha de esperança
A quem dependa do teu querer
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Abrandarei o gelo em neve
Quando a dor pungente ferir
Abrirei teus olhos, ao de leve,
Para veres aquele sorrir
Que inda guardas no coração
Ele te abrandará a mágoa
E te fiará o meu Amor
Numa imagem de ilusão
Tal luzente espelho de água
Irradiando brilho e cor
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E, se a noite for tão escura,
Se teu coração quiser saltar,
Sai, vai fixar o céu com ternura…
Nessa estrela que vês brilhar
Estou eu, a doar-te alento,
Enviar voz ao teu pensamento
Em melodia de som e dança
Veste uma túnica suave
Liberta o cabelo da trança
Faz da nuvem negra tua nave
E roda, volteia, rodopia… 
Sou eu, o centro dessa utopia.
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Georgina Ferro
23 de Janeiro de 2015   
 
Minha querida Georgina Ferro o poema que partilhaste na minha página, dedicado ao André é de uma intensidade, de uma força que nos emociona, comove e arrepia obrigada pela partilha
Georgina Ferro Ele é dedicado à Marta e sua mãe, Zuzu; e ao André e Ana. A minha humilde homenagem... Se eu tivesse uma verdadeira fé, dir-vos-ia que cada um deles escolheu vir viver assim uma vida curta mas uma vida plena ... tristes ficam as mães sem terem as carícias, os sorrisos, as traquinices... e todas aquelas coisinhas que uma mãe vai guardando e que precisamos de recordar para que eles continuem vivos em nós...
Zuzu Baleiro Minha querida amiga muito obrigada . Vou guardá-lo para o colocar no livro que estou a escrever sobre a Marta. Este ano, 2015 estava disposta a publicá-lo, vamos ver se os meus projectos não vão sair gorados. Um grande beijo da amiga 
Zuzu Baleiro

Georgina Ferro Vai publicar, sim... Pois é a forma de sentir mais viva a sua companhia! E entre a dor e o sorriso há um re(viver) de coisas boas... Também o parto é doloroso e mal ouvimos o primeiro choro abrimos o nosso sorriso

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O PROJECTO INCUMPRIDO



Risoleta Pinto Pedro

2000-09-02

 Ainda que seja ela a dadora de sentido para a vida, ela é sempre terrível.
Falo dessa outra,  a inominável, essa a que nos acostumámos (ter-nos-emos acostumado?) a chamar morte.
Mais terrível ainda aos vinte anos. Mais terrível para os que ficam.
Insuportável para as mães.
Um vazio nos braços e na alma.
Que fazer doravante com estes braços, com estas mãos? Com esta alma?
Que escultor me ensina a dar forma ao vazio?
Com se relaciona a mãe com o tecido da ausência?
Com a loucura, as pílulas coloridas, o olhar vago?
Há quem se escravize, há quem se liberte.

Há quem, depois de ter ido ao fundo, com um pouco de sorte ou da compreensão (empurrão?) de um anjo, surja uma bela manhã boiando ao cimo da água. Viva. De alma lavada e decisão tomada: dar forma ao vazio. Há quem o faça com barro, com tinta, linha, tecidos, diversos materiais. Há quem o faça com fotos e recordações. O que é legítimo. A natureza tem horror ao vazio e é legítimo estar vivo.