MARTA

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O ADEUS PRECOCE DA MINHA ESTRELA MAIOR

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Beja Escola Superior Agrária de Beja

PRIMEIRA FOTOGRAFIA DA MARTA EM BEJA
Beja   Escola Superior Agrária de Beja

 Após ter feito os exames das provas específicas, a Marta  conseguiu uma nota bastante boa, o que lhe deu a possibilidade de ingressar na Escola Superior Agrária de Santarém, o que não estava nos seus planos conforme ela refere no seu diário.  Então, ficou muito aborrecida por ter ficado em Santarém; nós tentámos convencê-la ficar em Santarém , visto que era uma Escola com maior prestígio e que ficava muito mais perto de Massamá.
 Ainda foi com a Aires a Santarém  matricular-se e arranjar quarto. Mas no mesmo dia em que se matriculou, preencheu um documento de permuta, para ir para a Escola Agrária de Beja. Apesar de estar contente por ter entrado na Escola Superior, andava muito decepcionada, pois tinha tudo "programado" para ir para Beja, onde já se encontrava o Paulo e a colocação em Santarém vinha obrigá-la a mudar os planos.
Durante estes dias, tentámos convencê-la, mas deixámos que fosse ela a decidir.
Passado alguns dias, veio a autorização do Ministério da Educação para que se fosse matricular em Beja. A Marta ficou felicíssima. Logo no dia seguinte, foi no primeiro autocarro para Beja, afim de fazer a matrícula e procurar alojamento.
Era o sonho da Marta que começava a concretizar-se. Escreve no seu diário:
Hoje é dia 21.10.92
Estou muito longe de onde te costumo escrever, estou em Beja.
Pois é, consegui o que queria, entrar em Beja.
Estou numa casa só para estudantes, somos muitas raparigas, a Aires também cá está.
Ainda não fui às aulas porque tenho fugido da praxe, mas amanhã é o dia do caloiro, há um desfile e à noite há festa na discoteca.
Eu gosto do quarto, embora seja um pouco caro e muito frio, estou a pagar (20.000$00)
O Paulo   também cá está a tirar a carta.
Eu estou a gostar de Beja, é uma cidade simpática.
A escola é um pouco longe, mas com companhia, faz-se.
Bem agora vou fazer o meu jantar. Amanhã ou depois, conto-te como foi ser caloira.
Tchau!
Sinto-me um pouco sózinha, mas não é assim tão mau,
 dias melhores, dias piores ...
Escola Superior Agrária de Beja
Curso TIAA
Tuma 10            1º ano   nº57/92


No fim de semana seguinte, fomos procurar quarto. Procurei a casa da mãe da Lúcia, onde estavam hospedadas jovens estudantes, mas a Marta não lhe agradou ficar ali, pois teria que partilhar o quarto com outra colega e ela queria um quarto só para ela. Vimos mais uma casa ou duas, mas as senhorias queriam alugar um quarto para duas raparigas, o que desagradava profundamente à Marta. A Marta ficou no quarto de uma amiga durante uma noite e no dia seguinte, já sozinha com a Aires calcorrearam Beja de ponta a ponta, para encontrarem um quarto individual.
Finalmente alugaram um "quarto"  para cada uma, na Rua Tenente Sanches de Miranda, nº11,em Beja.
Dia 12 de Outubro de 1992 chegou o pedido de transferência de Santarém para Beja.
A Marta escreve na agenda, sublinhado com dois traços:  Fiquei em Beja.
No dia 16 de Outubro passa a 1ª noite no quarto da casa da D. Helena, na Rua Tenente Sanches de Miranda, nº11- Beja
Dia 18 de Dezembro 1992, último dia de aulas do 1º Período.
Natal de 1992
Escreve na Agenda:
O meu Natal foi como todos os outros, só com a diferença de ter tido menos prendas, porque a minha vida mudou bastante, desde o momento em que fui para Beja, é muita despesa, eu gasto                                                                 mais de 40 contos por mês.
Se este 1º ano não tirar boas notas volto para Lisboa e entro numa particular, como o Ismag, onde posso tirar o curso e nem gasto nem metade do dinheiro que gasto neste momento.
Mas eu sei que não sou parva e vou esforçar-me mais para ver se consigo, pois um curso tirado numa faculdade estatal ou na particular é muito diferente, a nível de futuro emprego.
Mas eu estes primeiros meses portei-me muito mal, mas agora de 1 de Janeiro, ano novo, vida nova.

O senhorio adaptara umas arrecadações no fundo do quintal a "quartos". O "quarto" era muito pequeno, muito frio e húmido. O tecto era de telha vã, onde colocaram uma placa de contraplacado para tapar as telhas, mas o vento, a chuva e o frio entravam através do forro. A cama estava encostada à parede húmida e uma alcatifa no chão procurava tapar o cimento que havia por baixo, tinha uma janela velha e uma porta com frestas da largura de dois dedos, por onde entravam o vento e a chuva.  A casa de banho, a cozinha, uma pequena sala de convívio e outros quartos para duas raparigas ficavam na casa principal, no outro extremo do pátio. A Marta estava muito contente por ter encontrado finalmente um quarto só para ela!
No fim de semana, fomos levar-lhe tudo o que ela precisava para ali viver. Roupas da cama, toalhas, cobertores, televisão, louças, livros e alguns objectos pessoais. Arrumámo-lhe o "quarto" o melhor que pudemos, procurámos torná-lo confortável, mas na verdade, eu saí dali muito angustiada, pois  não tinha quaisquer condições de habitabilidade. Eu conhecia o clima frio e agreste do Baixo Alentejo e a cidade de Beja é conhecida pelos Invernos muito rigorosos. Eu estava preocupada. Sabia que a Marta se tinha precipitado com o aluguer daquele "quarto" e conhecia a Marta para saber que ela se iria sujeitar àquelas condições, pois não queria partilhar o quarto com mais ninguém.
Cheguei a Massamá, comecei a fazer um cortinado feito com um cobertor para pôr na porta e um outro cortinado para a janela, talvez os cortinados atenuassem um pouco o frio intenso das noites gélidas!... O Inverno de 1992 foi um dos mais rigorosos dos últimos anos, chuvas torrenciais inundaram o "quarto" por mais  que uma vez e este continuava frio, desconfortável e a cheirar a mofo. Quando me deitava no meu quarto quente e confortável da nossa casa de Massamá, pensava nas condições em que a Marta se encontrava e isso preocupava-me  imenso.
No quintal da casa, havia  quatro ou cinco quartos, todos iguais ao da Marta, dentro da casa, havia mais três ou quatro quartos, logo estavam ali alojadas doze ou treze  raparigas. A casa de banho era só uma e na cozinha também não havia muito espaço. Tudo isto, fez com que eu não me entusiasmasse nada e a minha expressão de desagrado foi notada pela Marta. Ela sabia que eu tinha razão em estar preocupada, pois a casa não tinha condições para tanta gente habitar ali e faltava o ambiente calmo e confortável necessário ao estudo.
 Eu temia que as condições do quarto lhe trouxessem problemas de saúde e ao mesmo tempo receava que os estudos fossem prejudicados com toda esta agitação.
Penso que a Marta também se apercebeu das poucas condições da casa, mas ao mesmo tempo não queria deixar aquela casa onde estava à sua vontade e onde não havia ninguém a controlá-las e a aborrecê-las com exigências.
A Marta depressa fez amizade com as restantes raparigas da casa. Sentia-se bem com o convívio alegre e descontraído que ali viviam e para me "animar" dizia-me que o quarto estava mais confortável, depois da colocação dos cortinados e que adorava estar ali, eu sentia que ela tinha que ser responsável pelos seus actos e pela sua vida. A primeira carta que recebemos da Marta, não me tranquilizou.

"Queridos Pais
Espero que esteja tudo bem por aí.
Por cá está tudo bem.
Ando é um pouco cansada porque a escola é muito longe, mas é uma questão de hábito.
Na Segunda-feira aconteceu-me uma coisa engraçada, enganei-me na sala e fui para outra turma. No horário estava laboratório 1 ou sala 2 , eu vi gente na sala 2 e como não sabia a minha turma, entrei, assinei a folha de presenças e assisti durante 2h , de repente eu percebi que não era a discilplina certa, mas como eu ainda não sei bem o que cada discilplina consta, não me apercebi. A minha sorte é que não tive aula, senão tinha falta. Disse à professora e saí, todos se riram e eu e a Aires saímos muito envergonhadas.
A Aires está neste momento a dormir, porque anda muito cansada.
São precisamente 6h45m.
Tenho gasto muito dinheiro esta semana.
Eu estou a gostar das aulas, mas são muito diferentes do liceu, muita gente, os professores falam muito depressa, não consigo tirar apontamentos nenhuns.
Ah! Onde eu estou a gastar o dinheiro é nas sebentas que os professores mandam comprar.
Estive agora mesmo a escrever à Ritinha a contar todas as novidades.
Esta semana o tempo está melhor, não está tanto frio, tenho andado com a camisola verde que vocês me compraram que é muito quentinha.
Tenho comido muito bem, e muitos chocolates e rebuçados quando estou a passar as aulas. Eu estou a achar o curso muito difícil! Mas o tempo irá dizer como irá terminar.
Já conheci pessoas da Escola muito simpáticas, conheci uma rapariga de Setúbal (Quinta do Anjo) chama-se Bia é muito simpática, e já disse se eu precisasse de alguma coisa da escola do 1º ano ela me ajudava, ela está no 2º ano (com disciplinas do 1º é claro, como todos!).
Bem agora vou terminar, pois vou acordar a Aires para irmos fazer o jantar, para nos deitarmos cedo, porque amanhã temos aulas às 8 h.
Há alturas em que me apetece estar aí em casa com vocês, mas logo me lembro que eu estou a tirar o meu curso para um dia ser Engª. Marta Varela Baleiro.
Mas tenho saudades da cara séria do pai e dos repentes da mãe.
Quando receberem a carta, eu devo ter falado com vocês ao telefone.
Um beijinho, (Um não, muitos beijinhos)
Desta vossa filha que vos ama muito

20 de Outubro de 1992
Marta Varela Baleiro

Nos fins-de-semana, tínhamos a visita da Marta. Vinha de autocarro e como ela sempre enjoou nas viagens, chegava, muitas vezes,  agoniada e desejando chegar a nossa casa para descansar.

No dia 16 de Novembro de 1992, a Marta escrevia-nos e contava-nos em pormenor o seu dia a dia :

Queridos Paizinhos:
Está tudo bem?
Por cá está tudo bem.
Hoje é Terça-Feira, vim agora das aulas, estive a ter 2 h de Biologia, sempre a escrever.
Hoje almocei na escola, foi lulas com arroz, sopa c/ agrião, sumo de laranja e fruta (pêra) , o almoço não é mau, pelo menos o de hoje não foi mau.
Já me ando a sentir melhor, isto é, ando menos cansada, embora ontem tenha havido uma festa lá em casa, pois a Andreia, a rapariga do Porto, fez anos e fizesmos-lhe uma festa, foram muitos colegas lá da Escola, houve bolos, champanhe, foi muito engraçado.
Este fim-de-semana em princípio fico cá, porque tenho já que começar a estudar a sério, já tenho frequências marcadas para menos de um mês, logo a disciplina mais difícil Química-Física dia 12 de Dezembro, depois é Química Orgânica dia 9 de Janeiro e se não são estas fraquências são outras que calham ao Sábado.
A Aires fica cá este fim-de-semana,  por isso, ficamos as duas a estudar.
A Bia, aquela rapariga da Quinta do Anjo, ficou de me emprestar livros para eu tirar fotocópias no próximo fim-de-semana.
Ainda não paguei o quarto porque ainda não vi os senhores até hoje.
Ontem fui ao banco buscar o cartão Multibanco é muito colorido, e já o experimentei, Está bom!
Hoje quando vim das aulas, fiz uma estravagância, fui beber uma Coca-cola com um bolo, com a Aires, soube-nos bem, já há muito tempo que não o fazíamos.
Neste momento, estamos no meu quarto, eu estou a escrever e ela está a passar uma aula.
Daqui a pouco vamos tratar do jantar.
Um colega nosso da Paiã, o Nuno Lavadinho está muito doente com febre muito alta, teve de ir ao hospital e tudo, já levou 2 ou 3 injecções de "aspirina?" para baixar a febre e lá no hospital teve de levar uma injecção de penicilina.
E os colegas dele de quarto iam-lhe dar sopa de pacote e eu ofereci-lhe sopa da minha, porque era só o que  ele podia comer, pois doía-lhe muito a garganta, hoje acho que já está melhor.
Já mandei fazer a chave do meu quarto.
Agora sinto-me muito melhor no meu quarto, pois limpei-o todo, ficou muito bonito e com os cortinados, todas dizem que o meu quarto está muito bonito.
O Verão de S. Martinho continua cá em Beja, está um tempo muito agradável, embora à noite como é normal arrefeça um pouco.
Bem, agora vou passar uma aula e fazer um relatório, para ir jantar.
Um beijinho ( + de 1, muitos beijinhos) da vossa filha que vos ama muito

Eu telefono na quinta ou sexta-feira!

    Muitos Beijinhos                                  Recebi agora mesmo  uma carta                                                                                                                                                          da Rita diz que está tudo bem.
                                                                                                                                                    Neste momento está na Escócia.

Marta Varela Baleiro
No mesmo envelope vinha uma segunda carta, pois a primeira ainda não tinha sido enviada.
                                                                                  (2)

Queridos Pais:
Como está tudo por aí?
Por cá está tudo a correr bem.
Hoje é Domingo e ainda estou na cama a estudar um pouco porque durante a semana não consigo estudar nada.
O Tempo tem estado muito bom mas hoje acordei com o barulho da chuva, o senhor da casa esteve cá ontem a arranjar o telhado, parece que adivinhava que hoje ia chover, mas não está frio nenhum.
Estou a escrever hoje para pôr no correio amanhã, pois já tenho a outra carta escrita há muito tempo.
Agradeço imenso a encomenda, gostei muito.
Estive agora a ler a carta que escrevi na terça-feira e já paguei o quarto e o meu colega já está melhor, mas esteve bem atrapalhado.
No próximo fim-de-semana, em princípio vou aí, porque nas outras seguintes tenho que estudar e se eu andar de um lado para o outro não consigo estudar nada.
Como eu escrevi no fim da 1ª carta, a Rita escreveu-me está boa diz que está tudo a correr bem, a semana passada foi quando foi à Escócia, eu já tenho a carta escrita, mas o mais difícil é pô-la no correio.
O Nelson ainda não veio cá, mas depois nós falamos melhor sobre isso, no próximo fim-de-semana.
Tenho tentado gastar menos dinheiro, tenho conseguido gastar um pouco menos, mas há sempre qualquer coisa para comprar.
São neste momento 12h30m e estou a começar a ficar com fome.
Olhei agora para o caderno e lembrei-me: fiz uma ficha de Química e tive Suf+, eu fiquei muito contente, porque a maioria teve suf- e suf- - , como foi o caso da Aires.
Eu e a Aires agora estamos a dar bem, ela agora anda mais calma.
Bem depois eu telefono, agora vou estudar mais um pouco.

Muitos, Muitos beijinhos
 da vossa filha que vos ama muito

Marta Varela Baleiro

Documentos das praxes / fotos da praxe
 Frequentava o Curso de Indústria Agro-Alimentares na turma ... do 1º ano.
Nunca faltava às aulas. Mesmo debaixo de chuva ou de frio intenso, levantava-se muito cedo, para estar nas aulas às 8 horas da manhã. Sentia-se bem e andava muito bem disposta.
O Paulo estava também em Beja, viam-se todos os dias e estavam  felizes.
Dia 31 de Dezembro
"Fim do Ano
Ano Novo Vida Nova, Ano Velho Vida Velha.
Tenho de tomar certas medidas na minha vida, pois já tenho idade para ser mais responsável e saber aquilo que quero e saber dos sacrifícios dos meus pais.
Espero encontrar uma casa nova para mim e para a Aires em Beja, em que não seja tanta confusão. Pois neste momento somos 11 raparigas numa casa sem muitas condições e torna-se muito desgastante para mim.
Espero que os meus pais sejam o mais feliz possível, assim como desejo que a minha irmã tenha tudo aquilo que deseja.
Espero que o meu namoro com o Paulo  continue e sejamos muito felizes.
Espero ser feliz no ano de 1993

Com todas estas mudanças na sua vida, os estudos também se ressentiram. O ambiente na casa não era o mais propício ao estudo e logo nas primeiras frequências os resultados não foram muito animadores. Não havia nenhum adulto na casa que vigiasse minimamente quem  visitava as raparigas e a meio do ano, começaram a receber muitos amigos, de tal forma que os serões eram passados a conversar e o estudo ficava para trás. A Marta era muito trabalhadora e procurava fazer todos os trabalhos que lhe eram pedidos, mas com o ambiente da casa que não era o ideal para o estudo e muitas vezes  sentia-se desmotivada, pois os professores eram muito exigentes e as  disciplinas muito trabalhosas. No primeiro ano chumbou a várias cadeiras, mas de qualquer modo transitou para o 2ºano.

A Marta a meio do ano lectivo 1992/1993, talvez em Março de 93, resolveu ir viver com o Paulo, alugaram a casa da Maria Albertina, na Rua Ferreira de Castro, nº26, 2º D. Foi uma decisão muito complicada, pois ambos assumiram a responsabilidade de uma união com  todos os inconvenientes e responsabilidades que isso iria trazer. A Marta era muito adulta, muito responsável e aceitou esta nova situação de braços abertos e com grande optimismo. Nós achávamos que ela era muito nova para ter a responsabilidade de uma união e a responsabilidade de governar uma casa. Sabíamos que a mensalidade que lhe mandávamos não poderia ser muito aumentada e tínhamos receio que "as coisas" entre eles, não corressem bem. O Paulo teve alguns empregos e esforçou-se para que nada lhes faltasse, mas eu sei que algumas vezes a Marta se viu um pouco aflita para que o dinheiro chegasse até ao fim do mês. Para eles, o que importava era estarem juntos e  viverem o seu  grande amor, isso foi amplamente conseguido durante uns tempos, e eles foram muito felizes. A Marta foi feliz durante esses meses de vida em comum.


O ano de 1994 começara bem. Tudo corria dentro da normalidade.
                   No dia 2 de Janeiro de 94, a Marta escreve na sua agenda:
"2ºdia do ano de 94 com muito frio
Passei a Passagem do Ano em Tróia com o Paulo, a Patrícia e o Fernando, o namorado.
Passámos a passagem do ano muito bem, principalmente porque eu passei com a pessoa que amo e que quero sempre ao pé de mim.
No dia 1 de Janeiro 94, fomos almoçar ao Avelino, no Carvalhal;
comemos muito bem, comi choco frito que nunca tinha comido, e comi ameixão?  com caril que também estava óptimo.
No dia 1 à noite jogámos ao Pictionary Picante depois de um jantar feito por mim, pois eu trouxe umas coisas para " nos alimentarmos".
No dia 2 ou seja hoje, estou neste momento na praia com o Paulo, pois estamos à pesca, ainda não pescámos nada e está muito frio, eu estou gelada. Sendo o segundo dia do ano de 94, espero passar um ano mais quente que este dia."


No dia 21 de Janeiro de 1994, quando a Marta fez 20 anos, resolvi organizar uma grande festa de aniversário, para festejarmos os seus anos com toda a família. Convidei a Paula, mãe do Paulo e o marido, o Zé Maria, para que estivessem connosco e assim nos ficássemos a conhecer. Foi uma festa muito bonita. Todos estávamos muito bem dispostos e a Marta adorou aquele dia. Convivemos, brincámos e petiscámos como sempre acontece nas festas familiares. A Marta teve muitas prendas e recebeu muitos telefonemas de parabéns; estava muito feliz!...
O ano de 1994 foi pródigo em acontecimentos importantes para a felicidade da Marta.
Escreveu na Agenda:
                   "21 Jan. 94
 Fiz 20 anos, fui logo de manhã para casa da mãe do Paulo para estudar um   pouco porque o Paulo tinha de ir trabalhar. Depois a Paula chegou fomos comprar o almoço para fazer um almoço especial. O Zé Maria veio almoçar connosco, mas o Paulo não pode aparecer.
A Paula ofereceu-me uma caneta, uma camisola de lã e um soutien, tudo muito bonito, ela foi incrível comigo - não só pelas prendas mas pela companhia e atenção que teve comigo.
Depois fomos à casa dos avós do Paulo que foram muito simpáticos e ofereceram-me uma camisola de lã também muito bonita.
Ás 7.30m eu e o Paulo fomos ter com os meus pais e a Rita, fomos jantar à Churrasqueira, foi muito agradável.
Fui para casa, recebi as prendas dos meus pais e dormi, para no dia seguinte acordar cedo para preparar a festa.
A minha mãe preparou uma festa muito agradável.
A minha mãe teve imenso trabalho, fez imensa coisa, eu pedi-lhe para me fazer um bolo de anos em forma de coelho para recordar os velhos tempos.
Deram-me muitas prendas e gostei de todas, mas a minha avó Amélia deu-me uma prenda que eu nunca vou esquecer, ofereceu-me o fio de ouro dela, eu adorei não pelo fio, mas pela intenção,  ainda mais sendo o dela!"


No dia 14 de Abril a Marta escreve na sua agenda pessoal:

"Tenho uma grande novidade para dar, o Paulo  finalmente vai comprar um carro. É um comercial só de 2 lugares é um Ibiza CLX branco. Eu acho o carro muito bonito.
Ainda não nos entregaram o carro, mas estamos à espera há 15 dias, esperamos que seja para a semana.
A minha irmã vai comprar uma casa no Algarve, eu não sei muito bem como? mas os meus pais vão este fim-de-semana ao Algarve para verem a casa.
Eu e o Paulo  vamos a Lx. para irmos aos anos do Tiago no Sábado à noite e para ir jantar a casa dos avós do Paulo., para eu conhecer a tia e a prima do Paulo que estão em Inglaterra.
Bem agora vou ao médico."

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